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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Caminho da Verdade

"Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo." O Dhammapada
Dhammapada é o mais sagrado livro para os budistas. E é também a mais famosa e mais publicada obra sobre budismo em todo o mundo, pois é atribuído diretamente ao Buda. É formado por 423 versos ditados pelo próprio Sidarta Gautama Sakiamuni, distribuídos em 26 capítulos. Cada capítulo do Dhammapada é uma unidade em si, e em cada um deles aprendemos mais sobre o que 'O Desperto' (Buda) tem a dizer e sobre o seu entendimento da vida. Mas esse livro não deixa de ser, também, uma obra de poesia e sensibilidade. Reverenciado e presente em todas as escolas budistas, no Sri Lanka os meninos aprendem a decorá-lo a partir dos 8 anos de idade(!): ‘Dhammapada’ significa, literalmente, ‘Caminho da Verdade’. - Existem outros sinônimos possíveis, como ‘Caminho da Purificação’ e ‘Caminho da Perfeição’. - Trata-se de uma antologia escrita em páli (língua derivada do sânscrito, usada pelo Buda em seus discursos), o mesmo idioma em que foram escritos os cânones budistas da escola Theravada, considerada pelos especialistas como a mais fiel aos ensinamentos de Buda. Segue uma brevíssima história da Tradição Budista Theravada: O buddhismo Theravada é a maior escola budista existente, sendo praticada predominantemente no Sri Lanka, Thailândia, Myanmar (Birmânia), Laos e Cambodja e com expressiva presença em países como o Vietnam, Malásia, Estados Unidos e Inglaterra. O Theravada atribui sua origem aos ensinamentos diretos do próprio Buda, e é a única das escolas antigas que permanece até hoje, e com um corpo canônico integral. Os livros originais do budismo, que constituem o cânone budista, são chamados ‘Corbelhas’, ou ‘Coleções de Leis’, - Pitakas, - e são três, daí o nome ‘Tipitaka’, que quer dizer ‘Três Coleções de Leis’. Essas três coleções são: O Vinaygua-Pitaka, que trata da disciplina monástica, O Sutta-Pitaka, que trata da doutrina, O Abidhamma-Pitaka, que trata da parte especulativa da doutrina, ou seja a metafísica. Mas o Dhammapada é o livro que contém em si mesmo o extrato da doutrina e da ética budistas, por essa razão é a obra recomendada aos que desejam obter conhecimentos ao mesmo tempo iniciais e aprofundados sobre os ensinamentos budistas. É um verdadeiro testamento espiritual do Buda, e os monges e praticantes o consideram como um guia de vida, um amigo de todas as horas. Dizem que, para os que procuram a Verdade, o Dhammapada é como um conselheiro sempre próximo. O Dhammapada é universal. Nele podemos encontrar o fio condutor dos ensinamentos morais que norteiam o budismo, a maior parte com o foco centrado na autotransformação do indivíduo, e muita coisa pode ser descoberta a partir de uma análise aprofundada dos seus versos. Existem diversas versões publicadas na forma de livros, que podem ser encontradas nas boas livrarias... Já já vou buscar o meu!

sábado, 1 de outubro de 2011

"O corpo expressa emoções, independentemente da nossa vontade. [...] Mas seduzir não é - e não deve ser - mentir. [...Há os que mentem. Mas mentir a respeito das emoções significa lidar com o plenário como se fosse uma ópera bufa." A Sedução no Discurso (O poder da linguagem nos tribunais de júri), ed.2007. Chalita, Gabriel. Edt. Saraiva

SEJA SEU PRÓPRIO JÚRI, SE TORNE O PLENÁRIO.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dois pra lá, Dois pra cá

"Sentindo frio em minh'alma
Te convidei pra dançar
A tua voz me acalmava
São dois pra lá, dois pra cá
Meu coração traiçoeiro
Batia mais que um bongo
Tremia mais que as maracas
Descompasso e amor..."

Música da inesquecível Elis Regina, que como muitas das musas se perdeu nas águas que passarinho não bebe.
Mas sua voz na marcante "Água de Março", junto ao Tom, Tom Jobim, é imortal. Assim como a tão única "Fascinação" - uma das minhas preferidas - "Como Nossos Pais", enfim... Mil e uma músicas que irão permanecer em nossa memória e na memória de todos aqueles que se deliciam com a Bossa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vingança Inesquecível

Segundo Hugh Johnson em "The Story of Wine", a uva e o homem se relacionam a cerca de 2 milhões de anos e mas pode, “por acidente”, ter ocorrido um affair muito antes. Provavelmente entre os períodos glaciais essa relação tenha se esfriado e sendo reatadas quando o clima voltava a esquentar...
Com um romance que começou na Europa e se desenvolveu na Ásia Ocidental, passou lua-de-mel no Oriente Médio, Ásia Menor, Mediterrâneo e outras regiões. Mais tarde fixando casa  nos países da bacia do Mediterrâneo, onde até hoje vivem em harmonia, produzindo alguns dos melhores vinhos do mundo.
A lenda diz que havia um homem muito poderoso, Ário, venerado por homens e mulheres, vivendo em um belo palácio e rodeado por seu harém. Dentre suas mulheres havia uma especial, Adrastéia. Essa esposa dedicada se orgulhava por ser a preferida, fazendo então de tudo para agradar seu amo, estava sempre em destaque, envolta em mistério e sensualidade. Mas com o tempo, o califa trouxe para o seu harém uma nova esposa - “nessa época” os homens se cansavam e apostavam em novidades, mas só nessa época... - e passou a dar muita atenção a ela, enfurecendo Adrastéia, que sentindo-se preterida resolveu se vingar. Seu plano era retirar todas as uvas do palácio e assim punir seu amo cerceando um de seus mais alegres prazeres: comer suas uvas deitado com suas esposas. A indomável resolveu esconder as uvas em vasos grandes, também conhecidos como ânforas. E lá se foram os dias e as uvas findando. Ário foi aos poucos notando o desaparecimento das uvas, perdendo noites ao lado de suas mulheres, deitando-se sempre com Adastréia - que estava satisfeita por sua perspicácia. Até que se tornou alarmante e a mando do poderoso homem seus servos foram incumbidos de encontrar o ladrão de uvas e entregá-lo para a morte. A incomparável Adastréia - que resolvera vingar as mulheres “daquela” época - entrou em desespero e correu para o vaso, no entanto, ao abri-lo seu desespero ficou ainda maior, no lugar das uvas havia um liquido. Desesperada se preparava para a morte inevitável, ela imagina que o suicídio fosse sensato, resolve assim, ao menos beber daquele liquido, que brilhava e exalava quase como um perfume. Tomando uma espécie de concha na mão ela começou a sorver daquele desconhecido liquido e passado a estranheza inicial, gostou e foi se encorajando a beber um pouco mais, talvez mais umas quatro ou cinco conchas, até que fosse encontrada por todos, e nessa hora já estava deitada com o corpo em formigamento e uma expressão de prazer em face. Ao ser questionada por que se escondera enquanto todos tentavam resolver a questão, ela numa súbita sensação de plena liberdade encara seu Ário e lhe diz que ele diante do que ela acabara de viver ele não era de nada (diante daquela vingança e embriaguez ela aproveitou e contou para todo mundo que ele não era de nada em muitas outras coisas...) e começou a cantarolar e movimentar-se de modo curioso e ainda mais sensual do que comumente. Seu amo controla-se, mas não acreditando no que acabara de escutar ele se dirige para uma conversa mais próxima de sua ex-preferida e ao ficar colocado ela lhe sugere que faça o mesmo que ela e sorva do líquido que se encontrava dentro do vaso. Ário com certo receio, o faz de maneira controlada, repetindo os mesmos atos de sua esposa e em pouco tempo ele também se sentava ao lado da ânfora e se deleitava com o liquido e sua re-nomeada preferida.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Afrodite ou Atena?

"No seu peito bate um coração perfeito, no seu coração dorme um Leão, um leão com uma rosa branca na boca"

Uma garota delicada e suave, de gestos admiráveis, era mais completa do que se deduzia... Ela percorria as ruas da cidade com um olhar ingênuo, quase tímido, e os lábios fechados como quem não havia segredos para guardar. Qualquer um que não a conhecesse lhe taxaria como adolescente, menina, jovem doce, boneca... Mas aquelas bochechas rosadas, lábios carnudos, cabelos despreocupadamente soltos e o olhar que - Enfim - trazia um ar desconcertante e misterioso, escondiam a mulher. Que mulher era aquela ? Uma mulher fraca e sem voz ? Ingênua, sem experiência de vida ? Mulher introspectiva, sem vontade de se mostrar ao mundo ? Não... Ela era a feminilidade madura personificada.

sábado, 16 de julho de 2011

Amar em paz...

O NOSSO AMOR - Tom e Vinicius
"O nosso amor, Vai ser  assim,
   
 Eu pra voce, Voce pra mim
    
O nosso amor, Vai ser  assim,
   
 Eu pra voce, Voce pra mim

Vou querer viver em paz

Tristeza, 
Eu nao quero nunca mais, 

 O destino é quem me diz
                     
 O nosso amor, Vai ser  assim,
 
Eu pra voce, Voce pra mim..."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bebel Gilberto - Samba da Benção

Com firma reconhecida

"Deixa o caráter ser formado pela poesia, fixado pelas leis do bom comportamento e aperfeiçoado pela música." Confúcio





Fingir sentimentos é o caminho mais rápido para o arrependimento. O clichê de que, a vida é curta e deve ser vivida, assim como a maioria dos clichês, é tão estupidamente verdadeiro e simples que a maioria das pessoas(pelo menos as que pensam sobre isso) chegam ao ponto de refletir e complicar aquilo que é VERDADEIRO E SIMPLES ! De fato a vida é passageira(fato óbvio, ou alguém descobriu a pílula anti-falecimento?). Todo homem se define pelo que fala e mostra quem é através de seus atos. Então busquemos nossa essência, descubramos nossas vontades e atinjamos de forma tangível os nossos sonhos. Realizemos assim nossa vida.
Mário Quintana, escreveu uma vez, um poema lindo, em que mostra através de palavras genialmente escolhidas o valor das pequenas coisas, uma visão humilde e rica sobre a vida. Um dos trechos diz assim, "É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.". Depois de uma experiência - um tanto quanto triste - que vivi ao lado de um grande amigo, eu aprendi, de forma afortunada, o valor desse pensamento. Ao imaginarmos metas altas demais, e sonhar com coisas inatingíveis, não há porque levantar o nariz, estufar o peito e agir como um tolo orgulhoso mesmo sabendo de suas limitações pessoais(ou limitações alheias). Não há porque viver uma vida que não está de acordo com o SEU mundo. Porque a vida...

 "Cuidado, companheiro!

A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida..." Vinicius de Moraes

Então tá tudo dito !